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O Herege


O Pentateuco (Torá) – A Bíblia Hebraica

A Teologia tradicional atribui a autoria do Pentateuco a Moisés, entretanto existem outras teorias. A Edição Pastoral da Bíblia sustenta que o Pentateuco tem origem na Tradição oral e foi escrito durante seis séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e criando novas Julius Wellhausen (1844-1918) sustenta que o Pentateuco é uma obra redacional, composta de quatro diferentes tradições (documentos): a Javista com textos compostos na época da Monarquia (950 a.C.), a Eloísta com textos posteriores ao ano 750 a.C., a Deuteronomista com textos escritos aproximadamente no ano 600 a.C. e a Sacerdotal com textos escritos no exílio babilônico (por volta do ano 500 a.C. Seria a autoria do Pentateuco mosaica ou um mosaico? Trocadilhos à parte, o assunto é de importância impar na análise do Pentateuco e de todo o Antigo Testamento. Qualquer uma das opções – autoria mosaica ou um mosaico – acarreta uma série de controvérsias e opiniões entre eruditos cristãos e não cristãos. Segundo a concepção crítica, quando a Torá ou o Pentateuco é atribuído a Moisés, os Salmos a Davi e os livros de Sabedoria a Salomão, deveríamos provavelmente entender Moisés como o protótipo do legislador, Davi como o protótipo do salmista e Salomão como o protótipo do homem ajuizado e sábio. Quem é o gênio literário desta artística obra prima – Pentateuco, é a pergunta que se tem feito há séculos. Como pudemos verificar nos capítulos anteriores, começando com o triunfo do deísmo na década de 1790, e continuando através da época do dialeticismo hegeliano e do evolucionismo darwiniano no século dezenove, o veredito tem sido contrário à autoria mosaica. No século presente, algumas...

Quem escreveu a Bíblia?

A história de Deus foi escrita pelos homens. Mas quem é o autor do livro mais influente de todos os tempos? As respostas são surpreendentes – e vão mudar sua maneira de ver as Escrituras Por José Francisco Botelho Fonte: Superinteressante Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco...

A Santíssima Trindade é Real?

A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia. Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo: “Gerado, não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus, pois Deus é eterno! Espelhando bem os novos tempos, o Credo de Nicéia não fez qualquer referência aos ensinamentos de Jesus. Faltou nele um “Creio em seus ensinamentos”, talvez porque já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder Imperial Romano. Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio. Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político/religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C, o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas bispos trinitários foram...

O Concílio de Nicéia

Em 325 D.C – É realizado o Concílio de Nicéia, atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor), na Turquia asiática. A Turquia é um país euro-asiático, constituído por uma pequena parte européia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, convocado pelo Imperador Flavius Valerius Constantinus (285 – 337 d.C), filho de Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália (atual França) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império Romano. Desde Lúcio Domício Aureliano (270 – 275 d.C ), os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, com a renúncia de Aureliano a seus “direitos divinos”, em 274. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando, da perseguição aos cristãos, à promoção do Cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através da Igreja, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao “Sol Invictus”. Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo. Na verdade, Constantino observara a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições promovidas por Diocleciano, em 303. Sabia que, embora ainda fossem minoritários (10% da população do império), os cristãos se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo. Foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico, fazer do Cristianismo a Religião Oficial do Império: Tomando os cristãos sob sua...

A Bíblia é a Palavra de Deus?

Aqui sei que muitos vão exalar sua ira contra mim, mas… Vamos lá! Muitos afirmam que a Bíblia é a palavra de Deus pela fé… Para mim esse tipo de resposta simplista me deixa doido… Eu não acredito que a bíblia seja a palavra de Deus. Eu acredito que ela contém textos bons (e outros que dá licença..) e que estes textos bons que ensinam coisas boas podem ser aceitos como inspirados por Deus, como eu, você ou qualquer pessoa pode escrever textos bons que ajudam as pessoas e que sejam igualmente inspirados por Deus. Ora, os cristãos afirmam que a bíblia é a palavra de Deus de capa a capa e ponto final, e o que passar disso seja anátema! (Maldito). Sou forçado então (se seguir o que está escrito nela) a não acreditar em mais nada que foi escrito como bons textos e igualmente inspirados por Deus. O que vale aqui é apenas e tão somente os escritores daquele tempo e que foram decididos pelo concílio de Nicéia. Em 325 D.C – É realizado o Concílio de Nicéia, atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor), na Turquia asiática. A Turquia é um país euroasiático, constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, convocado pelo Imperador Flavius Valerius Constantinus (285 – 337 D.C), filho de Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália (atual França) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império Romano....

Endless Invention, Endless Experiment

Extraido do Blog Bacia da Almas T. S. Eliot O ciclo sem fim de ideia e ação, Invenção sem fim, expe­ri­men­ta­ção sem fim, Produz saber do movimento, mas não do repouso; Conhe­ci­mento da fala, mas não do silêncio; Conhe­ci­mento das palavras, e igno­rân­cia da Palavra. Todo o nosso conhe­ci­mento nos leva mais perto da morte, Mas uma pro­xi­mi­dade da morte em nada mais próxima de Deus. Onde está a vida que perdemos vivendo? Onde está a sabedoria que perdemos no conhe­ci­mento? Onde está o conhe­ci­mento que perdemos na infor­ma­ção? Os ciclos celestes de vinte séculos Nos trazem mais longe de Deus e mais perto do Pó. T. S. Eliot, nos coros da peça The Rock (1934) * * * The endless cycle of idea and action, Endless invention, endless expe­ri­ment, Brings knowledge of motion, but not of stillness; Knowledge of speech, but not of silence; Knowledge of words, nd ignorance of the Word. All our knowledge brings us nearer to death, But nearness to death no nearer to God. Where is the Life we have lost in living? Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in infor­ma­tion? The cycles of Heaven in twenty centuries Brings us farther from God and nearer to...

O Pastor Herege

“Deus nos livre de um Brasil evangélico”, diz o religioso Ricardo Gondim, crítico dos movimentos neopentecostais. Por Gerson Freitas Jr. Foto: Olga Vlahou “Deus nos livre de um Brasil evangélico.” Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir. Carta Capital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento? Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro. CC: Como o senhor define esse perfil? RG: Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce,...

O que significa Anátema?

Anátema significa excomunhão, execração, maldição, reprovação enérgica. Do grego “Anáthema” (coisa posta de lado), formada da preposição “aná” (de lado) mais “tithemí” (colocar). Anátema é uma palavra canônica (relativa às regras da igreja) que se refere à condenação de uma doutrina contrária a qualquer verdade do Evangelho de Cristo. Anátema é a expulsão, a condenação, a excomunhão e execração, do seio da Igreja, de qualquer pessoa que segue doutrina contrária à verdade da fé católica. Os adjetivos excomungado, maldito e amaldiçoado, qualificam aqueles indivíduos que condenam o patrimônio da fé católica. Anátema e o Novo Testamento No Novo Testamento, segundo os estudiosos, o termo anátema é empregado como maldição, execração, opróbrio. Em Gálatas 1:8, o apóstolo Paulo escreve: “não existe outro evangelho – Estou admirado de vocês estarem abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo, para aceitarem outro evangelho. Na realidade, porém, não existe outro evangelho. Há somente pessoas que estão semeando confusão entre vocês, e querem deturpar o Evangelho de Cristo. Maldito aquele que anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que anunciamos, ainda que sejamos nós mesmos ou algum anjo do...

O que significa Heresia?

Heresia significa escolha, opção, e é um termo com origem no termo grego haíresis. Heresia é quando alguém tem um pensamento diferente de um sistema ou de uma religião, sendo assim quem pratica heresia, é considerado um herege. Uma heresia é uma doutrina que se opõe frontalmente aos dogmas da Igreja. Fora do contexto da religião, uma heresia também pode ser um absurdo ou contrassenso. A heresia acontece quando qualquer indivíduo ou um grupo resolve ir contra uma religião, em especial aquelas que são muito rígidas. A heresia surgiu com a Igreja Católica, no século XVIII, em especial no período da Idade Média, quando ela começou a sentir-se ameaçada por pessoas que criticavam seus dogmas e seus ensinamentos. A definição tanto da Igreja Católica como das Igrejas Protestantes, é que heresia é quando alguém é contrário as mensagens ensinadas por Jesus, e a heresia é dita na própria Bíblia. Uma heresia consiste na negação ou dúvida pertinaz, por parte de um cristão, de alguma verdade que se deve crer com fé divina. As heresias apareceram ao longo da história da Igreja pela negação ou recusa voluntária de uma ou mais afirmações de fé. Por sua transcendência teológica e política, são destacadas as heresias relativas à natureza e missão de Cristo (arianismo, nestorianismo e monofisismo, entre outras); em relação à liberdade do homem e à ação de graça (pelagianismo, protestantismo), em relação à luta entre o bem e o mal (maniqueísmo, catarismo, etc.); em relação à função, à vida e constituição da Igreja (valdenses, hussitas, protestantismo, etc.). A partir do século IV os concílios ecumênicos passaram a ser o principal...

O que significa Herege?

,Herege é o nome dado ao indivíduo que professa uma heresia, ou seja, que questiona certas crenças estabelecidas por uma determinada religião. É a pessoa que é contrária aos dogmas de uma determinada religião ou seita. Um indivíduo ateu pode ser categorizado como herege, pois não acredita na existência de Deus e que não pratica os deveres religiosos. Assim como um ateu pode ser considerado um herege pela Igreja Católica, um católico pode ser considerado um herege por um praticante de outra religião que apresente doutrinas distintas. Desta forma, o conceito de heresia vai variar de acordo com os ensinamentos característicos de cada religião. Herege tem origem na palavra grega, hairetikós, que significa escolher. Foi citada no Novo Testamento, como elemento de escolha, quando o homem decide seguir suas próprias opiniões, criando novas doutrinas religiosas e seguindo novas seitas, como a dos saduceus e dos fariseus. O herege e a inquisição Durante a Idade Média, quando a Igreja Católica começou a se sentir ameaçada pelas pessoas que criticavam seus ensinamentos, o Papa Gregório IX, criou o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição. O tribunal religioso foi criado com o objetivo de combater as heresias contra a legitimidade, tanto do poder eclesiástico como do poder civil, uma vez que naquela época o poder da Igreja estava nitidamente ligado ao poder do estado. Nele os suspeitos de heresias, era interrogados e torturados para a cofissão da culpa. As punições eram severas, os hereges eram torturados, enforcados ou queimados...